'Brasil nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse', afirma Janja

A primeira-dama rebateu críticas: "É mais fácil me atingir para atingir o presidente da República. Isso é dado, é fato. Está tudo bem também, faz parte da estratégia política da extrema-direita".

Rosângela da Silva, a Janja, afirmou que o Brasil "nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente" e atribuiu as críticas que recebe à sua atuação pública ao fato de exercer uma agenda institucional. A declaração foi dada em entrevista nesta terça-feira (14) ao programa Frente a Frente, parceria entre o portal UOL e o jornal Folha de S.Paulo.

Ao comentar críticas sobre sua participação em compromissos oficiais e viagens, Janja afirmou que mantém uma rotina de trabalho no Palácio do Planalto.

"Quase todo dia eu vou para o Planalto, faço reunião, tenho agenda, viajo a trabalho... A sociedade brasileira, de modo geral, e a imprensa também não estavam acostumadas com isso", declarou.

A primeira-dama também criticou a cobertura da imprensa sobre sua atuação. Segundo ela, há maior interesse por bastidores do que pelas atividades que desempenha.

"Eu sou muito mais solicitada pela imprensa internacional quando eu viajo, ou mesmo aqui dentro do Brasil, do que pela imprensa nacional. A imprensa nacional gosta da fofoca que ocorre no entorno, do off, mas realmente não quer saber meu trabalho como embaixadora da FAO, não quer saber do trabalho do Pacto contra o Feminicídio", afirmou.

Gastos e deslocamentos

Sobre os questionamentos envolvendo gastos com deslocamentos, Janja disse que todas as suas atividades são divulgadas oficialmente e que a imprensa recebe informações sobre sua agenda durante as viagens.

"Toda a minha agenda é pública agora... Faz dois anos que está todo dia lá. Então, tudo o que eu faço é público. Se a imprensa não quer saber ou as pessoas não querem saber, não me procuram, aí não é responsabilidade minha", disse.

Janja também rebateu as críticas de que seria "gastadeira" e afirmou que os ataques fazem parte de uma estratégia para atingir o presidente Lula.

"É mais fácil me atingir para atingir o presidente da República. Isso é dado, é fato. Está tudo bem também, faz parte da estratégia política da extrema-direita e contra isso eu não tenho como combater", declarou.