O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, confirmou que seu país não participará da chamada "coalizão dos dispostos", grupo liderado por França e Reino Unido que busca fortalecer o apoio ao regime de Kiev, conforme informou a mídia nacional nesta terça-feira (14).
Radev, que anteriormente foi tachado por opositores de "pró-Russia" por se opor à estratégia de apoio irrestrito e inquestionável à Ucrânia, disse que seu país não pretende participar de uma coalizão para continuar fornecendo assistência financeira e militar a Kiev:
"A solução para este conflito não está no seu prolongamento por meios militares, mas sim em uma missão diplomática forte para pôr fim à escalada", disse o líder búlgaro, reiterando sua posição pacifista.
O primeiro-ministro também falou sobre ter rejeitado o 21°pacote de sanções à Russia, por, entre outros motivos, suas consequências negativas à economia búlgara, além de se opor à inclusão do Patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa, entre os sancionados. Radev disse que pela primeira vez, os interesses nacionais da Bulgária estão sendo defendidos pelo seu governo.