Hábitos cotidianos que parecem inofensivos na meia-idade — entre 40 e 65 anos — podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares, alerta o cardiologista britânico Oliver Guttmann, citado na sexta-feira (10) pelo jornal Daily Mail.
Segundo o especialista, muitas pessoas nessa fase da vida deixam a saúde do coração em segundo plano por causa do trabalho, dos filhos e de outras responsabilidades. Com isso, tendem a ignorar comportamentos de risco até que surja algum problema.
Entre os hábitos mais prejudiciais, Guttmann cita comer pouco antes de dormir. A prática dificulta a digestão, compromete o sono e favorece o ganho de peso, um fator de risco para doenças cardiovasculares. Ele também faz um alerta sobre produtos rotulados como "sem gordura", que frequentemente têm maior teor de açúcar ou sal, e sobre alimentos ultraprocessados, que podem conter grandes quantidades de sódio e contribuir para o aumento da pressão arterial.
Uma série de hábitos de risco
O cardiologista também afirma que horários irregulares de sono podem alterar o ritmo circadiano, importante para a regulação da pressão arterial. Permanecer sentado por longos períodos, por sua vez, prejudica a circulação e compromete a saúde dos vasos sanguíneos, mesmo entre pessoas que praticam atividade física de forma ocasional.
"Não se trata apenas de calorias. A inatividade prolongada afeta a função dos vasos sanguíneos de maneiras que um único treino não consegue compensar completamente", afirmou Guttmann. Ele recomenda mudanças simples na rotina para preservar a saúde do coração no longo prazo.