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'Isso é fazer política': Valdemar tenta justificar atuação sobre emendas após investigação da PF

Em resposta às acusações da Polícia Federal, presidente do PL afirma que apenas articula demandas de prefeitos e vereadores e diz que prática é comum entre os partidos.
'Isso é fazer política': Valdemar tenta justificar atuação sobre emendas após investigação da PFReprodução/Divulgação Redes Sociais: @valdemarcostaoficial

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou em entrevista concedida à JPNews nesta sexta-feira (10) que sua atuação na articulação de emendas parlamentares faz parte da atividade política e negou irregularidades, após se tornar alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeita de desvio de recursos e associação criminosa.

Ao comentar o caso, Valdemar disse que recebe demandas de prefeitos e vereadores de todo o país e só as encaminha ao líder da legenda e aos parlamentares.

"Isso é fazer política", afirmou diversas vezes o político.

Segundo ele, muitos municípios procuram diretamente a presidência do partido por não terem um deputado que represente seus interesses na destinação de emendas.

"Eu faço uma lista, mando para a liderança providenciar essas emendas junto às comissões", declarou. "Quem encaminha isso é o líder do partido."

Valdemar também afirmou que os deputados cedem parte de suas emendas para atender os municípios e argumentou que esse tipo de articulação ocorre em todas as legendas.

As acusações da PF

A declaração foi dada após a divulgação da decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que autorizou medidas cautelares na Operação Transparência, baseada em investigação da Polícia Federal sobre o suposto direcionamento irregular de emendas parlamentares.

Segundo a PF, Valdemar teria influenciado a destinação de verbas públicas mesmo sem exercer mandato parlamentar, contando com o apoio de três servidores da Câmara dos Deputados. A investigação envolve ao menos 21 emendas, que somam cerca de R$ 119 milhões, valor cujo bloqueio foi determinado por Dino.