O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (9) que o conflito no Oriente Médio ainda não acabou. Ele também assegurou que seu país está "em uma posição de força, diante de um Irã cada vez mais enfraquecido".
A afirmação ocorreu durante uma cerimônia de formatura da Força Aérea na Base Aérea de Hatzerim, no sul de Israel. Netanyahu acrescentou que as recentes operações israelenses mudaram o cenário na região, assim como a própria sociedade israelense.
O líder israelense enfatizou a importância de preservar a vantagem militar qualitativa do país. "O eixo iraniano está mais fraco do que nunca, enquanto Israel está mais forte do que nunca", declarou.
Segundo Netanyahu, "o longo braço da Força Aérea [de Israel] alcança todos os lugares, do Iêmen ao Irã", ao mesmo tempo em que afirmou que, juntamente com os desafios atuais, surgem novos. Nesse contexto, ele ressaltou que Israel está preparado "para qualquer cenário" e que o país deve permanecer sempre "mais forte do que nossos inimigos".
Tensões entre Ancara e Tel Aviv
As declarações de Netanyahu ocorrem em um momento em que o governo Trump avalia retirar o veto à venda de caças F-35 para a Turquia. A medida gerou a rejeição das autoridades israelenses, que demonstram preocupação com o risco de enfraquecimento da superioridade militar que Tel Aviv tradicionalmente mantém na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (7) que pretende suspender as sanções unilaterais contra seu aliado da OTAN, a Turquia, impostas anteriormente devido à compra, por Ancara, dos sistemas russos de defesa antiaérea S-400.
"Vamos suspender as sanções. Chegou a hora de fazer isso, certo? Não quero impor sanções a amigos, é muito simples. Há muitas pessoas contra as quais podemos impor sanções", declarou Trump à imprensa durante uma reunião com seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, à margem da cúpula da OTAN.