China pede que OTAN abandone narrativa sobre 'ameaça chinesa'

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, afirmou que a aliança militar deve abandonar a mentalidade da Guerra Fria e respeitar seus limites geográficos.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou nesta quinta-feira (9) que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deve abandonar a narrativa de que a China representa uma ameaça.

A declaração foi feita após questionamentos sobre as preocupações manifestadas pela aliança durante sua recente cúpula em relação à tecnologia chinesa, às operações militares do país e aos laços entre Pequim e Moscou.

Críticas à OTAN

"A OTAN deve abandonar sua mentalidade de Guerra Fria, corrigir sua percepção sobre a China e deixar de exagerar a suposta 'ameaça chinesa'", declarou.

Mao afirmou ainda que a OTAN é uma aliança regional de caráter defensivo, com "responsabilidades e limites geográficos claramente definidos", e pediu que a organização "deixe de trazer sempre a China à tona".

"A China sempre foi uma força para a paz mundial, nunca ameaçou nenhum país e, certamente, não representará um desafio para a segurança da região euro-atlântica", ressaltou.