Irã acusa EUA de 'crimes de guerra flagrantes'

A chancelaria iraniana reforçou "a determinação inabalável da corajosa nação iraniana em defender sua integridade territorial, soberania e segurança nacional".

O Ministério das Relações Exteriores do Irãcondenou "nos termos mais veementes" os ataques das Forças Armadas dos EUA na madrugada desta quinta-feira (10) contra alvos em províncias costeiras do sul do país e contra duas pontes no leste iraniano.

Em comunicado, a chancelaria afirmou que os bombardeios "constituem crimes de guerra flagrantes" e reforçou "a determinação inabalável da corajosa nação iraniana em defender sua integridade territorial, soberania e segurança nacional".

A missão diplomática iraniana também afirmou que, nas últimas 48 horas, as forças americanas realizaram "ataques criminosos" contra a República Islâmica sob o "pretexto falso" de responder a supostos incidentes envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz na terça-feira.

Segundo o comunicado, a justificativa seria uma tentativa de encobrir o "descumprimento constante", por parte dos EUA, do memorando de entendimento firmado entre os dois países.

Nova escalada

Nesta quarta-feira (8), o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que suas forças estão realizando "novos ataques" contra o Irã, com um alcance muito maior do que no dia anterior. Ao mesmo tempo, o Centcom responsabilizou o Irã pela nova escalada das tensões entre os dois países. 

Segundo a imprensa iraniana, citada pela Al Jazeera, foram registradas explosões na província de Bushehr, no sudoeste do país. Os veículos também informaram que ao menos oito explosões foram ouvidas na cidade portuária de Bandar Abbas, na ilha de Abu Musa e em Sirik.

Em resposta à primeira agressão, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter realizado uma operação conjunta com mísseis e drones contra 85 alvos militares dos EUA no Oriente Médio. Segundo o órgão militar, os ataques atingiram instalações usadas pelas forças americanas no Bahrein e no Kuwait, e um drone MQ-9 foi abatido.