Irã contra-ataca após novo bombardeio dos EUA

As forças iranianas atingiram 85 alvos militares americanos no Oriente Médio

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) confirmou nesta quarta-feira (6) que as forças navais e aeroespaciais iranianas destruíram 85 alvos militares estratégicos dos EUA no Oriente Médio.

"O regime agressor dos EUA, cujo fracasso se torna cada vez mais evidente [...] mais uma vez repete seu hábito de violar tratados [...] viola abertamente o cessar-fogo e desrespeita o acordo de Islamabad, nas primeiras horas da madrugada de hoje", afirma o comunicado.

O CGRI detalhou que, por meio de uma operação conjunta com mísseis e drones, foram destruídos alvos militares norte-americanos no porto de Mina Salman, na capital do Bahrein, que abriga a Quinta Frota da Marinha dos EUA, e na base aérea Ali Al Salem, no Kuwait, utilizada pelos EUA em conjunto com a Força Aérea do Kuwait, além de ter abatido um drone MQ9 que tentava interferir na operação.

Nova escalada

As Forças Armadas dos EUA realizaram na terça-feira (7) uma série de bombardeios contra o Irã com o objetivo de "impor" à República Islâmica "altos custos" por supostamente ter atacado navios mercantes que navegavam pelo Estreito de Ormuz.

"As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) começaram a lançar uma série de ataques contundentes contra o Irã para impor altos custos ao país por ter atacado e tomado como alvo navios mercantes tripulados por civis inocentes em uma rota marítima internacional", informou o órgão em suas redes sociais.

Enquanto isso, a mídia iraniana noticiou explosões nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, bem como nas ilhas de Qeshm e Kharg, onde se encontra a infraestrutura-chave do setor petrolífero iraniano e de onde são gerenciados 90% do total das exportações de petróleo bruto do país.

Por sua vez, o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabad, afirmou que Teerã tomará medidas "decisivas" para salvaguardar a segurança. "O Irã, ao mesmo tempo em que emite uma séria advertência sobre as consequências do descumprimento do acordo por parte dos Estados Unidos, tomará medidas decisivas para salvaguardar seus interesses e segurança nacionais", afirmou.