Oficial da inteligência ucraniana confessa assassinato da suspeita do atentado contra empresário em Mônaco

O corpo de Anastasia Berezovskaya foi encontrado enterrado nos arredores de Kiev na noite de 6 de julho. A mulher de 39 anos era a principal suspeita de envolvimento na tentativa de assassinato do empresário ucraniano Vadim Yermolayev, no dia 29 de junho.

Um oficial da Diretoria Principal de Inteligência (GUR) do Ministério da Defesa da Ucrânia confessou o assassinato da suspeita do atentado contra o empresário em Mônaco, anunciou a Polícia nacional ucraniana nesta terça-feira (7).

O corpo de Anastasia Berezovskaya foi encontrado enterrado nos arredores de Kiev na noite de 6 de julho. 

A mulher de 39 anos era a principal suspeita de envolvimento na tentativa de assassinato do empresário ucraniano Vadim Yermolayev, no dia 29 de junho.

De acordo com um comunicado, Berezovskaya entrou na Ucrânia em 1º de julho. Investigações subsequentes mapearam seus trajetos e contatos, revelando comunicações frequentes com sua família e com dois homens: um ex-agente de segurança e um oficial da Diretoria Principal de Inteligência da Ucrânia (GUR). 

O vínculo entre os suspeitos e o atentado em Mônaco ganhou força após a polícia detectar repetidas transferências de valores para as contas bancárias e de criptomoedas de Berezovskaya.

Durante as diligências, o oficial do GUR confessou o assassinato da mulher, alegando ter agido em conjunto com o ex-agente.

Este último afirmou ter operado de forma independente, sem reportar os repasses financeiros ou o contato com a suspeita aos seus superiores.

Buscas na residência

A gravidade do caso aumentou após buscas na residência do ex-agente, onde foi descoberta uma estrutura no porão com características de uma câmara de tortura.

Com base na confissão de um dos envolvidos, a perícia localizou o corpo de Berezovskaya com ferimentos de bala na cabeça. Os dois homens foram detidos sob acusação de homicídio mediante conspiração.

Atualmente, a Polícia Nacional e a Procuradoria-Geral da Ucrânia cooperam com as autoridades de Mônaco, compartilhando todas as evidências coletadas, diz a publicação.