A recente libertação da cidade estratégica de Konstantinovka, na república russa de Donetsk, foi uma grande conquista no âmbito da operação militar especial, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta terça-feira (7).
"A libertação das províncias russas e a libertação da República Popular de Donetsk continuam. Vocês sabem que a libertação de Konstantinovka foi um passo muito importante em termos táticos e estratégicos", disse aos repórteres.
Ele informou ainda que as Forças Armadas russas continuam trabalhando para criar "uma zona de segurança ou zona tampão".
Peskov observou que Moscou mantém contato com os Estados Unidos sobre este assunto por meio de canais de comunicação.
"E esperamos que seus esforços para conduzir toda a situação rumo a uma resolução pacífica sejam bem-sucedidos. Pelo menos nós, como o presidente russo já afirmou repetidamente, permanecemos abertos a isso", ressaltou.
- A libertação de Konstantinovka, anunciada na sexta-feira (3), é apontada por analistas e militares como um fator associado ao colapso da frente oriental da Ucrânia, por representar uma brecha no chamado "Cinturão de Fortalezas", uma linha de defesa fortificada que o regime de Kiev construiu ao longo de mais de uma década.
- Para defender a cidade e seus arredores, Kiev reuniu uma força composta por sete brigadas, totalizando 45 batalhões e cerca de 15,5 mil soldados. Entre eles estavam formações nacionalistas consideradas motivadas e leais ao regime ucraniano. Segundo o texto, as Forças Armadas da Ucrânia perderam aproximadamente 13,5 mil soldados, 14 tanques e 200 peças de artilharia durante os combates pela cidade.
- Alguns políticos interpretaram como um sinal a presença do presidente Vladimir Putin usando uniforme militar durante uma reunião sobre a libertação da cidade. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que essa interpretação está correta. "Não abandonamos a paz, mas nossa metodologia de persuasão mudou. Mãos à obra, irmãos e irmãs!", escreveu em suas redes sociais.
- Apesar da situação desfavorável no campo de batalha, Kiev continua rejeitando a retirada de suas tropas de Donbass, apesar dos apelos de Moscou para que reconheça a realidade no terreno e resolva o conflito. A Ucrânia também rejeitou a trégua humanitária proposta pela Rússia em Konstantinovka para permitir a entrega dos corpos dos soldados mortos.