OPEP+ eleva produção de petróleo em meio à reabertura de Ormuz

Sete países-membros aprovam acréscimo de 188 mil barris diários a partir de agosto, expandindo oferta global enquanto rotas marítimas do Golfo Pérsico retomam operações.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) sancionou um incremento adicional nas metas de produção a partir de agosto, conforme comunicado divulgado neste domingo (5).

O acréscimo de 188 mil barris diários se soma a elevações similares implementadas em junho e julho, marcando a continuidade do processo de reversão dos cortes voluntários estabelecidos em 2023, de acordo com a organização.

Sete nações centrais do grupo — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — lideram esse movimento de expansão da oferta global, após a saída dos Emirados Árabes Unidos.

«O QUE ESTÁ POR TRÁS DA SAÍDA DOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS DA OPEP E QUAIS SERÃO AS CONSEQUÊNCIAS?»

Atravessando o estreito

A decisão ocorre em contexto delicado, com a reabertura do Estreito de Ormuz para exportações petrolíferas após conflitos na região, conforme noticia a agência britânica Reuters.

Embora a produção conjunta tenha despencado de 42,77 milhões para 33,13 milhões de barris diários entre fevereiro e maio, esforços diplomáticos dos EUA teriam auxiliado na retomada parcial dos embarques em junho. Entretanto, os volumes permanecem aquém dos patamares anteriores à crise.

Paradoxalmente, as cotações do petróleo Brent retornaram aos níveis pré-conflito, aproximando-se de 72 dólares por barril, distantes dos picos superiores a 120 dólares registrados durante os ataques de Israel e dos EUA ao Irã, e do subsequente fechamento de Ormuz.

Analistas atribuem essa pressão baixista às importações chinesas reduzidas, exportações ampliadas de produtores fora do Oriente Médio e liberações recordes de reservas estratégicas coordenadas pela Agência Internacional de Energia.