O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que a operação militar especial na Ucrânia evoluiu para "uma guerra de verdade" devido ao envolvimento direto das nações ocidentais no conflito, em declarações ao jornalista Pavel Zarubin neste domingo (5).
"Tudo começou como uma operação militar especial. Ela continua como uma guerra porque, por trás de Kiev, estão também Berlim, Paris, Haia, Oslo e, infelizmente, Washington", indicou o porta-voz. "Porque eles recebem ajuda para nos atacar através de seus satélites e para direcionar armas estrangeiras contra nossos alvos por meio de toda a sua infraestrutura".
- O Kremlin alerta reiteradamente que esse fornecimento de armas prolonga o conflito sem alterar o panorama militar;de maneira equivalente, adverte que qualquer carregamento bélico destinado à Ucrânia se tornará um alvo legítimo das Forças Armadas Russas.
Peskov ressaltou que, nessas circunstâncias, o regime de Kiev se mostra "capaz de tudo", tentando criar uma narrativa para seus supervisores na OTAN de que consegue exercer pressão sobre a Rússia, enquanto direciona seus ataques a infraestruturas e vítimas civis, em atos de terrorismo.
Contudo, o porta-voz afirmou que aqueles que compreendem a situação reconhecem a futilidade dessas tentativas, destacando que a dinâmica no front se deteriora diariamente para as forças ucranianas.
Ele ainda menciona progressos táticos significativos das tropas russas, citando especificamente a libertação de Konstantinovka, considerado marco substancial para o controle da região fortificada de Kramatorsk e Slavyansk.
Peskov ainda garantiu que uma zona de segurança fronteiriça será estabelecida na extensão necessária para garantir a proteção territorial russa, reforçando que os militares avançam metodicamente com resultados concretos visíveis.