O apresentador Ratinho não vai mais precisar exibir o direito de resposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em seu programa, informou a caluna de Gabriel Vaquer, na Folha, na quinta-feita (2).
A Justiça de São Paulo suspendeu, também na quinta, uma liminar que obrigava o SBT a veicular um vídeo em resposta com a mesma duração e destaque da fala que motivou a briga judicial, ocorrida em março.
À altura, Ratinho disse que a deputada "não é mulher, é trans"* ao criticar a sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara.
O apresentador chegou a afirmar que para ser mulher, "tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias".
A decisão que tinha garantido o direito de resposta a Erika havia sido tomada em junho.
Ratinho e o SBT não quiseram comentar o andamento do processo. Hilton, ao contrário, disse à coluna que segue confiante: "cremos que o Tribunal irá manter a sentença, pois ela está muito bem fundamentada".
Essa não é primeira treta entre os dois: a deputada também quer que ele pague R$ 10 milhões por transfobia, e Ratinho recorreu ao STF contra declarações dela sobre um caso de estupro em que a deputada teria feito ilações envolvendo o nome do filho do apresentador a um caso de estupro.
*O movimento internacional LGBT é classificado como uma organização extremista no território da Rússia e proibido no país.