Tesla, de Elon Musk, se opõe a tarifas de Trump contra o Brasil e alerta para impactos nos EUA

Em manifestação ao governo dos Estados Unidos, empresa defende que medidas comerciais deve ser "acelerar a competitividade americana, não restringi-la".

A montadora de veículos elétricos Tesla pediu, na quarta-feira (1º), ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que eventuais tarifas contra o Brasil sejam calibradas para não prejudicar a indústria norte-americana.

Em manifestação enviada durante a consulta pública sobre as medidas comerciais em análise, a empresa comandada pelo homem mais rico do mundo, Elon Musk, defendeu que insumos importados do Brasil sejam excluídos de eventuais sanções.

No documento, a montadora afirma apoiar o objetivo do governo dos Estados Unidos de fortalecer a indústria nacional e tornar as relações comerciais mais previsíveis.

Efeitos indesejados

No entanto, ressalta que a transição das cadeias globais de suprimentos ainda está em andamento e que fabricantes americanos continuam dependentes de componentes e matérias-primas produzidos no Brasil.

Segundo a Tesla, setores estratégicos como veículos elétricos, robótica, sistemas de armazenamento de energia por baterias e energia solar ainda não conseguem obter todos os insumos necessários em escala e qualidade suficientes dentro dos Estados Unidos.

A empresa afirma que impor restrições sem considerar essa realidade pode gerar efeitos indesejados para a própria economia americana.

Na conclusão da manifestação, a empresa afirma que o objetivo das medidas comerciais deve ser "acelerar a competitividade americana, não restringi-la".

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