O novo modelo de inteligência artificial GLM-5.2 da startup chinesa Z.ai (Zhipu AI) ganhou força rapidamente em plataformas de desenvolvimento e causou alvoroço no Vale do Silício, informou a Reuters nesta quinta-feira (2).
Suas capacidades de codificação e de agentes — a habilidade de executar tarefas complexas com intervenção mínima — quase rivalizam com as principais ofertas americanas a uma fração do custo, no que alguns especialistas descrevem como um "mini momento DeepSeek", relembrando o impacto daquela plataforma.
Isso também trouxe à tona o debate sobre se a China está diminuindo a distância para os Estados Unidos na corrida da IA.
O modelo ganhou força em plataformas como o OpenRouter, superando alguns modelos da Anthropic, e recebeu elogios de figuras como Sridhar Ramaswamy, CEO da Snowflake, e o investidor Marc Andreessen.
"Agora temos um modelo chinês de 'peso aberto' tão bom quanto os modelos atualmente disponíveis da OpenAI e da Anthropic", disse David Sacks, ex-responsável de IA do governo do presidente americano Donald Trump.
Ferramentas de código fechado
A boa recepção também reflete um crescente interesse em soluções abertas e mais baratas, em um momento em que muitas empresas enfrentam dificuldades com os custos crescentes e voláteis de ferramentas de código fechado.
"A comunidade internacional de desenvolvedores está cada vez mais consciente de que depender exclusivamente de modelos de API [Interface de Programação de Aplicativos] de código fechado, baseados nos EUA, acarreta riscos significativos", afirmou Brian Tse, fundador e CEO da consultoria Concordia AI, com sede em Pequim.
O modelo ocupa atualmente a quinta posição na tabela de inteligência do Modelo de Linguagem Ampla (LLM) da Artificial Analysis e a segunda no ranking de codificação front-end da Code Arena, operando a um custo cerca de um sexto do de modelos de código fechado dos EUA, como o Claude ou a série GPT.