O diretor da CIA, John Ratcliffe, comparou ferramentas de ofensiva cibernética baseadas em inteligência artificial a "armas nucleares digitais" durante um discurso na terça-feira (30), em Washington em evento na cúpula da Amazon Web Services.
Ratcliffe alertou que essas tecnologias podem intensificar as rivalidades entre potências globais.
Ele afirmou que as ferramentas de IA "apenas continuarão a elevar as apostas em nossa competição com todos os adversários da América".
Segundo o diretor da CIA, nações rivais trabalham para "roubar e manipular os avanços da América para seus próprios fins e ganhos".
Uso de IA pelo Pentágono
Em meados de junho, Cameron Stanley, chefe de inteligência artificial e digital do Departamento de Guerra dos EUA, revelou que o modelo de inteligência artificial Grok, de Elon Musk, é parte integrante da máquina de guerra americana e foi usado na operação contra o Irã.
Além do Grok, o Pentágono está ligado ao modelo de IA da empresa Anthropic. A relação da empresa com o governo Trump atravessa tensões desde o surgimento de rumores acerca da utilização do Claude, produto de IA generativa da Anthropic, na operação militar que bombardeou a Venezuela e sequestrou o presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026.
Mais recentemente, fontes já apontam que a Anthropic está ajudando a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos EUA a implantar o modelo Mythos para operações cibernéticas ofensivas.