A Itália tem travado o avanço de um compromisso da OTAN para manter o apoio militar à Ucrânia em 2027, conforme reportou o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung na terça-feira (30).
Embora o bloco tenha aprovado um pacote de ajuda de 70 bilhões de euros para Kiev este ano, o governo italiano resiste a uma cláusula que obrigue a aliança a manter um nível de suporte comparável no futuro.
Fontes diplomáticas, citadas pelo veículo, indicam que o trecho em questão pode sofrer alterações de última hora. Uma nova rodada de negociações entre representantes da aliança deve ocorrer na quinta-feira (2), com o objetivo de definir o texto final antes da cúpula da OTAN, marcada para 7 de julho, em Ancara, Turquia.
O impasse reflete as pressões internas enfrentadas pelo governo de Giorgia Meloni. Com o foco voltado para os custos de energia e para as próximas eleições, Roma tem evitado assumir compromissos de longo prazo. O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini criticou a ajuda à Ucrânia, afirmando não acreditar que o envio de mais armas resolveria o conflito.
Durante uma série de escândalos de corrupção de grande repercussão que abalaram a Ucrânia em 2025, Salvini sugeriu que o financiamento adicional poderia "alimentar ainda mais a corrupção" no país.