Na terça-feira (30), o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez revelou, em números concretos, como a imigração se tornou um pilar essencial para a economia espanhola.
Ao apresentar o "Plano de Integração e Cidadania", Sánchez afirrmou que, sem trabalhadores estrangeiros, o PIB da Espanha seria 19% menor em 2050 e 22% menor em 2075.
Ilustrando essa projeção, Sánchez calcula que 90 mil lojas teriam que fechar, 50 mil escolas ficariam sem alunos e 220 mil fazendas desapareceriam, ou seja, um em cada três empreendimentos agrícolas do país .
"Esse é país que algumas pessoas querem. Um país egocêntrico e vazio, mais pobre e fraco, com menos recursos para financiar seu bem-estar", declarou o chefe de governo, se referindo aos partidos de oposição que querem dificultar a migração.
Dados mostram que quase a metade do crescimento do PIB desde 2022 se deve à chegada de novos residentes, e cerca de 20 % do aumento do PIB per capita em anos recentes decorre da trabalho e do conhecimento que esses colaboradores trazem para o país.
Sánchez concluiu que a verdadeira Espanha não se resume ao discurso de ódio que circulam nas redes sociais, mas a um país onde profissionais, professores e comunidades acolhem os migrantes.