CIA e FBI desafiam proposta de Trump para reunir dados de espionagem em cadastro único

Agências temem que a centralização de informações sensíveis comprometa investigações e aumente o risco de exposição de operações de inteligência.

Agências de inteligência dos Estados Unidos resistem a um plano da administração do presidente Donald Trump para criar um registro unificado com os nomes de alvos de espionagem estrangeira. A informação foi publicada pelo The New York Times na segunda-feira (29).

Segundo o jornal, a proposta da Diretoria Nacional de Inteligência prevê reunir em um único sistema informações sobre suspeitos de espionagem, agentes estrangeiros e pessoas recrutadas por serviços de inteligência.

A CIA e o FBI questionam a medida. De acordo com as fontes, as agências avaliam que a centralização desses dados pode comprometer investigações de longo prazo e aumentar o risco de que os alvos descubram operações de monitoramento.

A Diretoria Nacional de Inteligência afirma que o registro ajudaria a evitar conflitos entre agências e permitiria acompanhar ameaças estrangeiras em tempo real.

Os defensores da proposta comparam o sistema a uma lista de vigilância de suspeitos de terrorismo, usada para monitorar a localização de alvos em diferentes países.