
Aliado de Kiev ameaça fechar a porta da UE à Ucrânia

A Ucrânia terá grandes obstáculos em seu processo de adesão à União Europeia (UE) se não desistir da glorificação dos colaboracionistas nazistas, afirmou na segunda-feira (29) o ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, em entrevista ao Polsat News.

"Nós, na UE, não devemos elevar ao panteão aqueles que destroem a cooperação europeia. Com [Stepan] Bandera, Ucrânia não vai aderir à UE", declarou o ministro, acrescentando que ninguém pode ordenar à Polônia como deve votar sobre a adesão de um país ou outro ao bloco.
Kosiniak-Kamysz garantiu que Kiev terá "problemas sérios" para entrar na UE, se não parar de glorificar o Exército Insurgente Ucraniano (UPA)* e a Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN)**, que pretendiam criar um Estado ucraniano independente através da colaboração com a Alemanha Nazista.
Tensão entre Kiev e Varsóvia
A deterioração das relações entre Polônia e Ucrânia ocorreu após Zelensky classificar o Centro Independente de Operações Especiais Norte das Forças Armadas da Ucrânia como "Heróis do UPA" (Exército Insurgente Ucraniano).
O UPA foi o braço armado da OUN, que durante a Segunda Guerra Mundial buscou estabelecer um Estado ucraniano étnico e religiosamente homogêneo.
Unidades ligadas ao UPA participaram do pogrom de Lvov, em 1941, no qual lincharam e assassinaram judeus, e entre 1943 e 1944 perpetraram o massacre de aproximadamente 100 mil civis poloneses no que hoje é o oeste da Ucrânia.
Essa questão continua sendo uma das mais sensíveis nas relações entre Kiev e Varsóvia. Por isso, as medidas de Zelensky para glorificar o nazismo provocaram forte condenação na Polônia.
*Organização proibida e classificada сomo organização terrorista na Rússia
**Organização ucraniana reconhecida como extremista e proibida na Rússia

