O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar o Judiciário do país nesta segunda-feira (29) em publicações na Truth Social. As críticas foram feitas após a Suprema Corte recusar analisar seu recurso no caso de agressão sexual e difamação movido pela escritora E. Jean Carroll.
A decisão amplia a pressão judicial sobre Trump, que também responde a recursos ligados a condenações em Nova York e a outras ações cíveis. Em uma das postagens, o presidente classificou o processo como uma "farsa" e afirmou ser alvo de perseguição política.
"Surpreendentemente, a Suprema Corte se recusou a revisar um caso farsante movido contra mim por uma mulher que eu nunca conheci (uma foto antiga dela com o marido não conta!). Continuarei lutando com todas as minhas forças contra essa manipulação do caso e essa guerra jurídica contra mim, incluindo a ridícula acusação de difamação", escreveu Trump.
Ele afirmou ainda que o processo é, na verdade, contra os EUA e "tudo o que eles representam", acrescentando que nada semelhante deveria acontecer com outro presidente ou candidato à Presidência.
"O estado de Nova York criou uma lei, por um breve período, que remonta a muitas décadas, para me 'prender' indevidamente. Foi uma lei feita sob medida, e essa injustiça não pode continuar", acrescentou.
A ação foi movida por Carroll em um tribunal federal de Manhattan. Ela acusa Trump de tê-la agredido sexualmente em 1996, dentro do provador de uma loja de departamentos.
Com a decisão da Suprema Corte, permanece em vigor a sentença de 2023 que condenou Trump ao pagamento de US$ 5 milhões em indenização.