Estádio limpo, casa suja: homens japoneses estão entre os mais preguiçosos nas tarefas domésticas

Conhecidos por carregarem seus lixos após partidas de futebol, homens japoneses são os que menos se dedicam a tarefas como faxinar a casa entre os países da OCDE.

A imagem de torcedores japoneses limpando as arquibancadas após jogos de futebol se tornou símbolo do país, frequentemente ganhando páginas de jornal e minutos de televisão pelos países em que os samurais azuis passam.

Não vem sendo diferente nesta Copa do Mundo e as imagens devem se repetir após o jogo desta segunda-feira (29), contra o Brasil pela segunda fase do torneio.

Dentro de casa, porém, a realidade pode ser diferente. Dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que os homens do Japão estão entre os que menos dedicam tempo ao trabalho doméstico e de cuidados não remunerado entre os países membros da organização.

Segundo o relatório "Gender Equality in a Changing World", publicado pela OCDE em 2025, homens japoneses gastam, em média, 47 minutos por dia com atividades como limpar a casa, cozinhar, fazer compras e cuidar de crianças ou familiares.

As mulheres, por outro lado, dedicam 208 minutos diários às mesmas tarefas. Cerca de 4,4 vezes mais.

A disparidade coloca o Japão no lugar de maior desigualdade na divisão do trabalho doméstico do grupo de países. Embora o país apresente altos índices de desenvolvimento econômico, a distribuição das tarefas dentro dos lares segue marcada pela diferença.

O estudo destaca que o chamado "trabalho não remunerado" é essencial para o funcionamento da sociedade, mas permanece concentrado nas mulheres.

A sobrecarga, de acordo com o estudo, afeta a participação feminina no mercado de trabalho, reduz oportunidades de progressão na carreira e amplia diferenças de renda ao longo da vida.