O ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna, afirmou que a queda de drones ucranianos em países membros da OTAN é um preço aceitável a se pagar por atacar a Rússia.
"É claro que não estamos felizes com esses incidentes", disse ao Financial Times nesta segunda-feira (29). "Mas não estamos dizendo à Ucrânia para parar", acrescentou.
"Impacto colateral" da agressão ucraniana
Nos últimos meses, drones ucranianos sobrevoaram o território da Finlândia, Letônia, Estônia, Lituânia e Polônia, que repetidamente acusaram a Rússia de ser responsável pelos incidentes, sem apresentar provas. No entanto, posteriormente, descobriu-se que os drones eram originários da Ucrânia.
Em diversas ocasiões, Moscou reiterou que não tem planos de atacar a Europa, classificando essas versões como ridículas. O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que as elites governantes do Velho Continente estão mergulhadas na histeria de que "a guerra com os russos está prestes a começar". "É impossível acreditar nisso, embora tentem convencer seu próprio povo", acrescentou.
O presidente denunciou ainda os países ocidentais por declararem abertamente que estão se preparando para uma guerra contra a Rússia.
"O potencial de conflito aumentou significativamente em diversas regiões, incluindo a Eurásia. Observamos que, enquanto os países da OTAN antes se limitavam a apoiar o regime de Kiev, que chegou ao poder por meio de um golpe armado ilegal, o Ocidente agora declara abertamente que está se preparando para uma guerra contra nós, aumentando suas capacidades ofensivas e seus orçamentos militares", alertou.