O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste domingo (28) que Kiev "pagará por seus crimes na província de Kursk com a perda de territórios".
Em declarações ao jornalista russo Pavel Zarubin, o líder russo disse que a região russa é necessária para a criação de uma "zona de segurança". Ele também declarou que Moscou "não dará à Ucrânia a oportunidade de interromper o avanço" de suas tropas.
Putin sustentou que os bombardeios das Forças Armadas ucranianas contra infraestruturas em território russo "não influenciam a situação na linha de frente" e que o principal objetivo dessas ações seria provocar divisões internas na sociedade russa.
Ele afirmou ainda que os ataques de retaliação russos em profundidade no território ucraniano são "mais potentes" e causam "danos sérios" ao adversário.
- As Forças Armadas da Ucrânia realizaram uma incursão na província de Kursk em 6 de agosto de 2024. O Exército russo conteve o avanço nas áreas de fronteira e retomou o controle da província em abril de 2025.
- No fim de abril de 2025, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, informou a derrota total das tropas ucranianas que haviam invadido a região. Segundo o alto comando, as perdas totais das formações ucranianas durante a incursão ultrapassaram 76 mil militares, entre mortos e feridos.
- Enquanto isso, moradores das áreas que teriam sido ocupadas pela Ucrânia denunciaram abusos contra civis por parte do regime de Kiev. Eles relataram ameaças de morte por combatentes ucranianos, ataques a áreas residenciais, disparos contra casas, incêndios e saque de propriedades, entre outros crimes. O Exército russo teria posteriormente encontrado múltiplos corpos de civis, incluindo idosos, com sinais de morte violenta.