O presidente finlandês, Alexander Stubb, assinou emendas à Lei de Energia Nuclear que permitirão a importação e o destacamento de armas nucleares em território finlandês, segundo o site do governo finlandês.
A lei entrará em vigor em 1º de julho e revogará as proibições atuais. "Trata-se de dissuasão nuclear, uma medida concebida para garantir que nunca seja necessário usar tais armas", declarou Stubb, afirmando que a Finlândia não tem intenção de posicionar armas nucleares em seu território em tempos de paz.
A medida já havia sido aprovada pelo Parlamento com 125 votos a favor e 61 contra.
Rumo ao Confronto
A medida implica alterações na Lei de Energia Nuclear e no Código Penal do país. Segundo o Ministro da Defesa, Antti Häkkanen, "a proposta busca maximizar a segurança da Finlândia em um ambiente operacional imprevisível".
"Ao removermos as restrições legais aos dispositivos nucleares, podemos fortalecer nossa dissuasão e defesa e elevar o limiar para o uso da força militar contra a Finlândia e a Aliança Atlântica", argumentou ele em abril durante a apresentação do projeto de lei pelo governo.
Essa mudança na política nuclear da Finlândia está sendo impulsionada pelo próprio Stubb, que afirma ser do interesse do país não ter obstáculos legais para participar da estrutura de defesa e dissuasão da OTAN.
Após a apresentação do projeto de lei em abril, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou que os planos de Helsinque de permitir a entrada de armas nucleares neste país vizinho da Rússia constituem "o confronto em sua forma mais concentrada".