PF conclui que Flávio Bolsonaro caluniou Lula ao atribuir crimes como tráfico de drogas

Relatório enviado ao STF afirma que senador e pré-candidato à Presidência cometeu crime de calúnia em publicação nas redes sociais; caso agora será analisado pela PGR.

A Polícia Federal (PF) concluiu, nesta sexta-feira (26), que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi publicada pelo portal g1.

Flávio atribuiu a Lula, em uma publicação nas redes sociais, a prática de crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude em eleições.

Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirmou que "resta claro o cometimento" do crime previsto no artigo 138 do Código Penal e informou o encerramento da investigação.

O documento foi remetido ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, para as providências cabíveis.

A investigação foi aberta em abril de 2026 por determinação de Moraes, após pedido da própria PF e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo a PGR, havia "indícios concretos" de que a publicação continha uma falsa e "vexatória" imputação de crimes ao presidente da República.

De acordo com a PF, a postagem, publicada em 3 de janeiro de 2026 na rede social X, associava uma imagem de Lula à do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e afirmava que o chefe do Executivo brasileiro "será delatado".