O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) divulgou um comunicado após denunciar um ataque de forças dos Estados Unidos contra a ilha de Sirik nesta sexta-feira (26).
Na mensagem, o CGRI advertiu que "qualquer nova imprudência enfrentará uma resposta dura que romperá as ilusões dos invasores na região", elevando o tom diante de Washington.
Segundo Teerã, unidades navais e aéreas iranianas "conseguiram neutralizar este ataque e obrigaram as forças invasoras a recuar", em defesa da "soberania do Irã sobre seu território e suas águas".
A força de elite deixou claro que a ofensiva dos Estados Unidos "não ficará sem resposta" e prometeu uma reação "rápida e decisiva, no momento e local que escolhermos".
Escalada de tensões
Na noite desta sexta-feira, foram ouvidas explosões na região costeira de Taheriyeh, próxima à cidade portuária de Sirik, situada em frente ao Estreito de Ormuz. Uma fonte militar informou à agência de notícias IRIB que as explosões foram provocadas pelo impacto de um projétil.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou que suas forças voltaram a bombardear o Irã em resposta ao suposto ataque realizado na quinta-feira pelas forças iranianas contra um navio mercante que transitava pelo Estreito de Ormuz.
Aeronaves americanas atacaram instalações iranianas depois que o Irã supostamente atingiu o navio mercante M/V Ever Lovely, de bandeira de Singapura, com um drone de ataque quando a embarcação deixava o Estreito de Ormuz pela costa de Omã.
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Rotas sob controle iraniano
A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou, na quinta-feira (25), que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz depende do uso das rotas aprovadas por Teerã.
"A única rota permitida para a navegação pelo Estreito de Ormuz é a anunciada pela República Islâmica", informou o órgão militar.
Segundo a Guarda Revolucionária, embarcações que utilizarem trajetos não autorizados poderão ser alvo de medidas. O alerta ocorre em meio a orientações divergentes, já que os Estados Unidos recomendam uma rota próxima à costa de Omã, enquanto o Irã exige coordenação prévia para a navegação pelo Estreito.