
Lula cita Trump e Guerra do Paraguai ao fortalecer defesa do Brasil: mundo está 'cheio de nego maluco'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não quer "ser pego de surpresa" e citou a Guerra do Paraguai e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para justificar a necessidade de o Brasil "se cuidar". A declaração foi feita nesta sexta-feira (26), durante cerimônia de lançamento da Fragata "Cunha Moreira".
🇧🇷❗️Lula cita Trump e Guerra do Paraguai ao fortalecer defesa do Brasil: mundo está 'CHEIO DE NEGO MALUCO'
— RT Brasil (@rtnoticias_br) June 26, 2026
Presidente fez a declaração durante o lançamento da Fragata "Cunha Moreira", equipada com sensores de última geração e tecnologia furtiva.
▶️Leia: https://t.co/ThBEQ45UMupic.twitter.com/mYvu0gz0Sx
"Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa. Eu não quero constatar que eu não tenho nada, sabe? Eu tenho que me cuidar", disse Lula. Em seguida, o presidente lembrou a Guerra do Paraguai: "Há um belo dia, quando ninguém esperava, o Solano López, presidente do Paraguai, invadiu logo de vez Brasil, Argentina e Uruguai".
Na sequência, Lula afirmou que o mundo está "cheio de nego maluco" e citou Trump, que já fez declarações sobre anexação da Groenlândia, Canadá e Canal do Panamá. "Onde é que nós estamos?", indagou.
Tecnologia de ponta
A Fragata F202, lançada pela Marinha do Brasil nesta sexta-feira (26), em Itajaí (SC), e batizada de "Cunha Moreira", incorpora tecnologias avançadas compatíveis com os padrões da OTAN, segundo apuração do jornal O Globo.

Entre seus principais recursos estão a tecnologia furtiva (stealth), que reduz significativamente sua detecção por radares, sistemas de mísseis antinavio e antiaéreos, um canhão de tiro rápido e metralhadoras operadas remotamente.
A embarcação também conta com hangar e convoo para operação de helicópteros, além de um sistema que auxilia o pouso automático das aeronaves mesmo em condições climáticas adversas.
O lançamento integra a estratégia do governo Lula de ampliar a estrutura de defesa do país e reforçar o monitoramento e a proteção da chamada "Amazônia Azul", área marítima estratégica sob jurisdição brasileira.
