Em comunicado à imprensa na quarta-feira (24), o Ministério da Defesa da Itália rejeitou as declarações do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que atribuiu ao país um papel de destaque no apoio militar dos Estados Unidos à ofensiva contra o Irã.
A divergência surgiu após Rutte elogiar, em entrevista à Fox News na terça-feira (23), o suporte "massivo" da Europa à Operação Fúria Épica, alegando que pelo menos 500 aviões americanos usaram bases aéreas italianas durante a guerra com o Irã.
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Em nota oficial compartilhada pelo ministro de Defesa italiano Guido Crosetto nas redes sociais, o ministério classificou a afirmação de Rutte como "surpreendente", afirmando que o secretário-geral, "que não tem nada a ver com a Operação Epic Fury" enviou uma mensagem "completamente enganosa ao confundir os tipos de voos autorizados".
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, se juntou às críticas feitas pelos militares, afirmando que Rutte "uniu coisas que são bastante diferentes umas das outras, confundindo os tipos de voos autorizados": "Não participamos do conflito com o Irã. Aliás, se tivéssemos participado, não haveria explicação para essa decepção que o presidente americano vem reiterando com tanta frequência", declarou.
- O desentendimento ocorre em um momento de tensão entre o presidente Donald Trump e aliados europeus dentro da OTAN. A guerra contra o Irã, iniciada pelos EUA e por Israel no final de fevereiro, provocou um forte conflito entre Washington e a Europa. Após os contra-ataques iranianos e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes do mundo, Trump criticou duramente alguns países da OTAN, como a Espanha, por negarem o uso de suas bases militares e por condicionarem sua ajuda para desbloquear a rota marítima ao fim completo dos combates.