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Rússia afirma que ONU deveria 'ser mais ativa' na cooperação Sul-Sul

Moscou criticou sanções unilaterais, defendeu apoio à transferência de tecnologia e pediu maior participação das Nações Unidas no avanço de países menos desenvolvidos.
Rússia afirma que ONU deveria 'ser mais ativa' na cooperação Sul-SulGettyimages.ru / butenkow

A diplomacia russa defendeu nesta quinta-feira (25) um papel mais ativo das Nações Unidas no apoio aos países menos desenvolvidos e pediu o fortalecimento da cooperação Sul-Sul. O pedido ocorreu durante um evento sobre a revisão de meio termo do Programa de Ação de Doha para os Países Menos Desenvolvidos (PMD).

Em discurso, o representante russo, Pavel Fondukov, afirmou que a prioridade não deve ser apenas a retirada de países da categoria de PMD, mas garantir que essa transição seja sustentável e irreversível.

Segundo o diplomata, muitos países correm o risco de cair na chamada "armadilha da renda média", mantendo vulnerabilidades estruturais mesmo após avanços econômicos.

Por isso, defendeu a elaboração de estratégias nacionais voltadas à diversificação econômica, transformação digital e desenvolvimento do capital humano.

"Acreditamos que a ONU poderia desempenhar um papel mais ativo no apoio aos países no desenvolvimento dessas estratégias", declarou.

Mais cooperação, menos sanções

Fondukov também criticou a utilização de sanções unilaterais e outras medidas coercitivas, classificando-as como incompatíveis com o direito internacional e prejudiciais ao desenvolvimento socioeconômico dos países afetados.

"Destacamos especificamente a inaceitabilidade da politização da cooperação internacional para o desenvolvimento", afirmou.

Ao final do discurso, a Rússia reiterou seu apoio aos países menos desenvolvidos por meio de iniciativas bilaterais e multilaterais e defendeu a ampliação da transferência de tecnologia e da assistência internacional.