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'Minha filha está presa': testemunhas dos terremotos mortais na Venezuela falam à RT

Os terremotos já causaram a morte de mais de 160 pessoas e deixaram mais de 900 feridos.
'Minha filha está presa': testemunhas dos terremotos mortais na Venezuela falam à RTAP / Pedro Mattey

A Venezuela foi atingida na quarta-feira (24) pelos dois terremotos mais fortes registrados no país nos últimos 126 anos.

Os dois tremores consecutivos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram pouco após as 18h (hora local), com epicentros nos estados de Carabobo e Yaracuy.

De acordo com um balanço atualizado da presidente encarregada, Delcy Rodríguez, o desastre já deixou, até o momento, 164 mortos e mais de 900 feridos atendidos em centros de saúde, embora a autoridade tenha esclarecido que os números ainda não incluem os dados do estado de La Guaira, declarado zona de desastre devido ao desabamento de dezenas de prédios.

Os venezuelanos, em choque com a tragédia, compartilham com a RT suas experiências após os terremotos e as dezenas de réplicas intensas que foram sentidas nas últimas horas.

Uma mulher contou que o terremoto a pegou de surpresa quando ela estava a caminho da casa de sua mãe doente. Ela recorda que, quando o tremor começou, conseguiu se agarrar ao prédio. Disse que, naquele momento, só pensava na mãe e na filha. "Minha filha está presa", acrescentou a mulher, em lágrimas.

"Estávamos dentro de casa e recebi um aviso no celular, como um sinal de alerta. Na verdade, não sabia que aquilo era como se estivesse me alertando sobre o que estava por vir. E o que fiz foi proteger minha família", afirmou um outro cidadão.

A testemunha contou que saíram para a rua e "o que fazíamos era nos abraçar uns aos outros, porque foi muito forte, foi algo que eu não esperava".

  • A presidente encarregada da Venezuela declarou "estado de emergência" no país. Os terremotos provocaram o desabamento de prédios, danos à infraestrutura crítica e a evacuação urgente de milhares de pessoas.