O candidato presidencial colombiano Iván Cepeda detalhou nesta quarta-feira (24) o papel de oposição que exercerá durante o governo de seu adversário, o conservador Abelardo de la Espriella. Ele deve assumir a Presidência em 7 de agosto.
Cepeda afirmou que sua atuação será de uma oposição "democrática, vigilante e construtiva", mas também firme quando estiverem em jogo os direitos da população. Segundo ele, caso seja necessário, a coalizão progressista Pacto Histórico poderá recorrer à "resistência e à desobediência civil pacífica".
Ao reconhecer a vitória de De la Espriella no segundo turno realizado no último domingo, o dirigente também alertou contra qualquer tentativa de reversão de políticas implementadas nos últimos anos. Ele declarou que não aceitará retrocessos nas conquistas sociais e nas mudanças promovidas durante o governo do presidente Gustavo Petro.
Cepeda disse ainda que a oposição defenderá a democracia com "energia moral e política", rejeitando qualquer violação das liberdades públicas e resistindo a tentativas de autoritarismo.
Soberania e discurso político
O candidato ressaltou que não se intimida com ameaças ou perseguições políticas, afirmando que ele e seu movimento já enfrentaram esse tipo de pressão anteriormente e conseguiram superá-la com apoio popular e o que chamou de "força da razão".
Ele também ressaltou que não permitirá que a Colômbia seja tratada como um "protetorado", em referência ao que considera interferências externas no processo político do país. Nesse contexto, prometeu defender a soberania nacional e retomar viagens pelo território colombiano para se reunir com eleitores que o apoiaram.
Apesar do tom crítico, Cepeda indicou abertura para o diálogo com o futuro governo de De la Espriella, desde que haja respeito mútuo e compromisso com o interesse público. Segundo ele, haverá disposição para construir acordos caso a administração opte por uma postura de concertação e racionalidade política.