Rússia frustra duplo atentado terrorista ucraniano contra agentes das forças de segurança

O FSB informou que os serviços de segurança de Kiev planejavam transformar duas mulheres recrutadas na cidade russa de Piatigorsk em terroristas suicidas.

Um duplo atentado terrorista contra agentes das forças de segurança foi frustrado na cidade russa de Piatigorsk, na região de Stavropol, informou nesta terça-feira (23) o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), detalhando que duas mulheres que transportavam bombas potentes para a cidade, sob ordens de Kiev, foram detidas.

O órgão informou que uma jovem, nascida em 2006, foi detida próximo a um prédio da polícia local e que, em sua mochila, foi encontrado um artefato explosivo caseiro equivalente a aproximadamente 2 quilos de TNT. Posteriormente, as medidas de segurança foram reforçadas e foi iniciada a busca por possíveis cúmplices.

"Como resultado, uma cidadã russa, nascida em 1979, foi detida simultaneamente nas proximidades do local do ataque terrorista planejado. Sua intenção, seguindo instruções de seus contatos ucranianos, era entregar um artefato semelhante no local da primeira explosão enquanto a equipe de investigação trabalhava", afirma o comunicado. Os agentes do FSB desativaram ambos os artefatos explosivos; não houve feridos entre os agentes nem entre a população civil.

'Elas seriam usadas como terroristas suicidas'

Além disso, foi apontado que os serviços de inteligência ucranianos planejavam utilizar as mulheres como terroristas suicidas. "As detidas confessaram ter agido seguindo instruções de representantes dos serviços especiais ucranianos, sem perceber que seriam utilizadas como terroristas suicidas", afirmou o FSB, acrescentando que o objetivo principal era causar o maior número possível de baixas entre os agentes da lei.

A Comissão de Investigação da região de Stavropol abriu processos criminais por tentativa de cometer um ato terrorista, transporte ilegal de munições e fabricação ilegal de artefatos explosivos.

Enquanto isso, o FSB voltou a destacar que o regime de Kiev continua envolvendo ativamente cidadãos russos em atividades terroristas e alertou que todas as pessoas que concordaram em ajudar o inimigo serão identificadas e processadas, o que acarreta uma pena que pode chegar à prisão perpétua.