A representante interina da Rússia junto à ONU, Anna Evstigneeva, acusou nesta segunda-feira (22) os países ocidentais de terem criado na Ucrânia um "regime misantrópico e antirrusso". A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A diplmata destacou que a escalada do conflito ucraniano decorre da necessidade de proteger a população russófona da Ucrânia e da crescente ameaça à segurança da Rússia.
Evstigneeva relacionou as acusações ao aniversário de85 anos da invasão da União Soviética pela Alemanha nazista. "É importante lembrar disso hoje", afirmou, acrescentando que toda a Rússia observava um minuto de silêncio em memória das vítimas da guerra.
A representante russa também criticou a União Europeia e os Estados Unidos por seu apoio ao regime de Kiev.
Citando declarações da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ela afirmou que o Ocidente reconhece abertamente que não atua como mediador neutro.
"A Europa não pode ser uma mediadora neutra porque está do lado da Ucrânia", sustentou, ao questionar o "direito moral" dos países europeus de defender negociações de paz enquanto ampliam o fornecimento de armas e drones às forças de Vladimir Zelensky.
Vítimas civis
Durante o discurso, Evstigneeva lembrou que 254 civis russos foram vítimas de ataques do regime de Kiev entre 8 e 14 de junho, incluindo 29 mortos, e acusou a imprensa ocidental de ignorar esses episódios.
Segundo ela, quase cinco mil projéteis foram disparados contra alvos civis em território russo no período. "Não é surpresa que, atualmente, demônios estejam surgindo de todos os cantos", declarou.
Por fim, a diplomata reforçou que "nenhum fornecimento de armas, sanções ou tentativas de pressão ocidentais poderão alterar a situação na frente de batalha".
"Os objetivos da Operação Militar Especial serão plenamente alcançados e todas as fontes de ameaça à segurança da Rússia serão eliminadas", completou.