Ministro israelense acusa UE e oposição de conspirar contra assentamentos na Cisjordânia

Durante discurso no Parlamento, Bezalel Smotrich afirmou que figuras da oposição estariam articulando ações para reverter políticas adotadas no território palestino.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, acusou autoridades da União Europeia (UE) de conspirar com figuras da oposição para desmantelar os assentamentos judaicos na Cisjordânia, informou o Times of Israel nesta segunda-feira (22). A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa antes da reunião semanal de seu partido, Sionismo Religioso, no Knesset (Parlamento israelense).

Em seu discurso, Smotrich direcionou as críticas ao presidente do partido Os Democratas, Yair Golan, a quem apontou como peça central de um plano para reverter os "avanços" obtidos na região.

Segundo o ministro, Golan estaria tentando fechar a influente academia pré-militar de Eli, além de trabalhar em uma iniciativa para desfazer "tudo o que fizemos" na questão dos assentamentos.

"Autoridades da União Europeia, junto com elementos estrangeiros financiados por grandes capitais, conspiraram com figuras importantes da oposição e, juntos, estão elaborando um plano para desmantelar tudo o que conquistamos na iniciativa dos assentamentos na Judeia e Samaria", afirmou.

Críticas ao atual governo

Por sua vez, Golan respondeu às acusações em declarações à imprensa também no Knesset, mas concentrou suas críticas na condução do conflito.

O líder do partido Os Democratas afirmou que "o atual governo israelense não tem ideia de como terminar guerras" e criticou a insistência do Executivo em manter uma "faixa de segurança sangrenta no lamaçal libanês".

Na avaliação de Golan, essa estratégia não inclui iniciativas político-militares capazes de transformar os ganhos obtidos em segurança de longo prazo, colocando em risco a vida dos soldados israelenses.