
Ministro israelense diz que segurança nacional vem antes da relação com os EUA

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, ressaltou nesta segunda-feira (22) que, embora Israel valorize sua amizade com os Estados Unidos e com o presidente Donald Trump, a prioridade absoluta de Tel Aviv deve ser a segurança dos cidadãos e soldados israelenses.
O ministro deixou clara sua posição sobre a relação com Washington: "O Estado de Israel deve agir com base em um princípio claro: apreciamos nossos amigos, gostamos do presidente Trump, mas, antes de tudo... os soldados de Israel em primeiro lugar, seus combatentes em primeiro lugar, os moradores em primeiro lugar".
Em seguida, reiterou sua ideia ao afirmar que a "responsabilidade pela segurança é nossa e somente nossa".

Ben-Gvir insistiu que Israel chegou ao "ponto mais próximo da vitória" no conflito com o Líbano e afirmou que não aceitará outro cessar-fogo, que classificou como "miserável".
A autoridade também advertiu que "quem atirar contra o Estado de Israel, quem ameaçar o Estado de Israel, deve saber que o preço será insuportável para ele" e afirmou que, "se o Líbano permitir que seu território se transforme em uma base terrorista contra Israel, Beirute não poderá continuar funcionando normalmente". "Quem escolher a guerra contra Israel deve assumir as consequências", sentenciou.
Ben-Gvir também respondeu às críticas da oposição israelense e resumiu seu ponto de vista em uma frase: "Minha posição é que não podemos aceitar uma única lágrima de uma mãe israelense, mesmo que haja lágrimas de mil mães libanesas. E devemos seguir em frente".
Ben-Gvir já havia antecipado sua posição ao afirmar que espera que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mantenha uma postura firme diante do presidente Donald Trump, apesar de classificá-lo como "um parceiro" e "um verdadeiro amigo". Segundo o ministro, Netanyahu "pode ser firme com o presidente Trump e dizer: senhor presidente, não, assim não".
