O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou na segunda-feira que as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuarão operando sem restrições no sul do Líbano, onde o fim das hostilidades é uma das exigências do Irã para um acordo duradouro com os Estados Unidos, que vem sendo negociado entre às duas partes.
Em um comunicado divulgado na plataforma de mídia social X, Netanyahu enfatizou que a diretriz que ele e o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, deram às IDF é "clara e não foi alterada".
Nossos combatentes no sul do Líbano têm total liberdade de ação para neutralizar qualquer ameaça direta que se dirija a eles ou aos moradores do norte. O Exército de Defesa de Israel não tem nenhuma restrição a esse respeito.
Ele também enfatizou que as tropas israelenses permanecerão nos territórios ocupados, que Israel define como uma "zona de segurança", "pelo tempo que for necessário".
O presidente dos EUA, Donald Trump, vem criticando repetidamente Israel por suas ações militares em meio aos esforços diplomáticos de Washington. Em 21 de junho, o presidente também lamentou que Tel Aviv não consiga "fazer nada sem demolir prédios".
Por sua vez, o Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que seu país não está vinculado ao acordo EUA-Irã para o fim das hostilidades, e que deve manter uma postura firme apesar das relações boas com os Estados Unidos e Donald Trump