Abelardo de la Espriella se declarou vencedor, no último domingo (21), das eleições presidenciais da Colômbia. Advogado, empresário e representante da direita, ele chegou à Presidência sem ter ocupado cargos públicos, com apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e propostas de segurança associadas ao governo de Nayib Bukele, em El Salvador.
Durante a campanha, De la Espriella defendeu acordos com os Estados Unidos e Israel para combater o crime organizado, além da construção de dez megaprisões e do fim das negociações com grupos armados.
"No meu governo não haverá processos de paz. Criminosos que não se submeterem serão eliminados, conforme permitido por lei", afirmou.
Além de Trump e Bukele, o colombiano também declarou admiração pelo presidente da Argentina, Javier Milei. Após a eleição, disse ter conversado com o líder norte-americano. "Ele [Trump] expressou seu apoio e reconhecimento à nossa vitória", declarou.
Da advocacia à política
Nascido em Bogotá em 1978 e criado no departamento de Córdoba, De la Espriella tem 47 anos, possui cidadania colombiana, italiana e norte-americana e já viveu em Miami. Nos Estados Unidos, mantém filiação ao Partido Republicano, o mesmo de Trump.
Antes de entrar na disputa presidencial, construiu carreira na advocacia e no setor empresarial. Fundou a De La Espriella Lawyers Enterprise e passou a atuar em negócios ligados a vinhos, rum, roupas e imóveis. Também desenvolveu atividades como cantor de vallenato.
Como advogado, representou clientes envolvidos em processos de repercussão, entre eles Alex Saab, David Murcia Guzmán, ex-congressistas ligados ao caso da parapolítica e o ex-magistrado Jorge Pretelt.
Segurança e redução do Estado
A candidatura foi lançada pelo movimento Defensores da Pátria e recebeu apoio de setores ligados ao ex-presidente Álvaro Uribe. Conhecido como "El Tigre", De la Espriella incorporou o felino à campanha e adotou a frase "Firme pela pátria!" ao final de seus discursos.
Na área da segurança, prometeu construir dez megaprisões, ampliar operações contra grupos criminosos e extinguir a Jurisdição Especial para a Paz, criada após o acordo firmado com as FARC em 2016. O programa também prevê cooperação militar com Washington e aproximação com o modelo aplicado pelo governo Bukele.
Na economia, o presidente eleito propõe reduzir o tamanho do Estado em 40%, cortar ministérios e impostos, ampliar a base tributária e incentivar a exploração de petróleo e de outros recursos naturais. As medidas aproximam seu programa das propostas defendidas por Milei na Argentina.