Trump volta a atacar primeira-ministra da Itália

O presidente dos Estados Unidos afirmou que "quando são postos à prova, eles não estão lá para nos defender", referindo-se aos países da OTAN.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em postagem na rede social Truth Social, afirmando que a Itália "nem sequer pensaria" em se envolver na questão com o Irã.

"Depois de gastar trilhões de dólares na OTAN, a Itália e sua primeira-ministra [Giorgia Meloni] nem sequer pensariam em se envolver com a República Islâmica do Irã e sua ameaça nuclear muito séria", escreveu ele.

Trump afirmou que "há décadas" Washington tem defendido os países da Aliança Atlântica, mas que "quando são postos à prova, eles não estão lá" para defender os Estados Unidos e "o resto do mundo".

"Isso não está certo!", acrescentou.

O que aconteceu

Em entrevista publicada na sexta-feira (19), Trump criticou a postura de Meloni durante a guerra contra o Irã e classificou a chefe de governo como sua "admiradora". "Mas não a quero como admiradora, porque ela não estava lá — junto com o grupo da OTAN — no que dizia respeito ao estreito [de Ormuz]", acrescentou.

No mesmo dia, o presidente americano afirmou que a primeira-ministra italiana havia "implorado" para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7.

Meloni classificou as declarações de Trump como "completamente inventadas". "Francamente, estou pasma, não sei por que o presidente dos Estados Unidos se comporta assim com seus próprios aliados", lamentou.

Segundo a premiê, "não é a primeira vez que isso acontece".

Pouco depois, o presidente americano voltou a atacar a primeira-ministra ao dizer que ela renegou Washington e que não apoiaria o país nem no âmbito da OTAN.

Em resposta, Meloni afirmou que seus índices de popularidade não têm relação com suas relações com Washington.

Aviões americanos vetados de base italiana 

No final de março, no âmbito dos ataques dos EUA contra o Irã, a Itália negou autorização para que aeronaves americanas pousassem na  base aérea de Sigonella, na Sicília, segundo informou o jornal Corriere della Sera, na terça-feira (31). 

De acordo com o jornal, o pouso não havia sido previamente acordado com a cúpula militar italiana, e o Pentágono também não havia solicitado qualquer autorização para aterrissar.