VÍDEO: Protestos em massa na Albânia entram na terceira semana e ampliam críticas ao governo

Mobilizações começaram em oposição a um empreendimento ligado a Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e passaram a denunciar corrupção no país.

Os protestos em massa na Albânia entraram, neste domingo (21), na terceira semana e ganharam um novo foco. As manifestações, que começaram em oposição a um projeto de resort de luxo associado a Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passaram a concentrar críticas contra o governo do primeiro-ministro Edi Rama.

Segundo informações publicadas pelo jornal The New York Times, uma empresa ligada a Kushner planeja construir um resort exclusivo avaliado em mais de 4 bilhões de dólares (R$ 20 bilhões) em uma área que inclui a ilha de Sazani e a lagoa de Narta, região ambientalmente sensível que abriga mais de 200 espécies de aves, entre elas flamingos.

Os planos de investimento se tornaram públicos em 2024. Na ocasião, o governo albanês concedeu à Atlantic Incubation Partners, empresa vinculada à gestora Affinity Partners, de Kushner, o status de "investidor estratégico".

Em janeiro, o primeiro-ministro Edi Rama confirmou ter se reunido em Tirana com Ivanka Trump e uma equipe de arquitetos envolvidos no empreendimento.

O premiê afirmou, porém, que "nenhum contrato foi assinado e nenhuma licença de construção foi concedida".

Redes impulsionaram manifestações

O estopim dos protestos ocorreu após a divulgação, em 30 de maio, de um vídeo nas redes sociais que mostra seguranças retirando à força um participante de uma manifestação contra a instalação de uma cerca de arame farpado nas proximidades da vila de Zvërnec.

As manifestações, que passaram a ser conhecidas como "Revolução dos Flamingos", se estenderam até a capital, Tirana.

A ação mais recente ocorreu em frente à residência de Edi Rama, onde milhares de pessoas se reuniram.