A delegação do Irã que participou das negociações neste domingo (21) na Suíça protestou contra as recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à liderança iraniana e à equipe de negociação.
Representantes da nação persa declararam que, de acordo com a cláusula 1 do memorando de entendimento, qualquer ameaça constitui uma grave violação do acordo inicial.
Além disso, estão avaliando opções de resposta adequadas aos ataques verbais de Trump, conforme noticiado pela mídia iraniana.
A agência de notícias Tasnim informou, citando uma fonte familiarizada com o assunto, que as ameaças de Trump interromperam as negociações na Suíça e lançaram dúvidas sobre a sua continuação.
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Por sua vez, o principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, comentou: "É melhor que eles tenham cuidado com suas declarações; nossas forças armadas estão prontas para responder de outras maneiras. Independentemente do que digam, nós é que agimos."
"Será que eles não pensam que, se suas ameaças tivessem surtido algum efeito, não teriam chegado ao desespero de hoje? Não levamos as ameaças dos americanos a sério", afirmou ele na emissora X.
Enquanto delegações de ambos os países se reuniam na Suíça neste domingo para resolver o conflito diplomaticamente, Trump emitiu um alerta severo ao Irã em relação ao fechamento do Estreito de Ormuz.
'Ficarão sem país'
Segundo o jornalista da Fox News, Trey Yingst, o presidente dos EUA alertou as autoridades iranianas contra o fechamento do estreito. "Se vocês fecharem, ficarão sem país", disse Trump. "Vocês não vão nem conseguir voltar para o seu maldito país", acrescentou.
Trump também afirmou que Washington poderia se tornar o "anjo da guarda" do Estreito de Ormuz e ficar com 20% do petróleo produzido ali. "Se necessário, assumiremos o controle do estreito [...] Vou ferrá-los", alertou o presidente.
O presidente americano também aconselhou o presidente iraniano Masoud Pezeshkian a ter cuidado com o que diz e a se comportar bem, ou perderá o país.