O Ministério da Saúde dará início a um protocolo de avaliação para verificar a possibilidade de incorporação de canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS), revelou o ministro Alexandre Padilha neste domingo (21), em uma entrevista ao jornal O Globo.
A iniciativa será conduzida pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, envolvendo 250 pacientes diagnosticados com obesidade mórbida e comprometimento cardíaco que aguardam cirurgia bariátrica.
Segundo o ministro, o objetivo não é tratar as canetas como solução estética ou milagrosa, mas avaliar impactos econômicos positivos, como a redução de filas cirúrgicas e de complicações cardíacas associadas à obesidade e ao diabetes.
O protocolo deve começar ainda este ano, após aprovação do comitê de ética, e sua duração pode alcançar até 12 meses.
Fomento nacional
Paralelamente, o governo trabalha para estimular a produção nacional do medicamento. Após edital conjunto do Ministério da Saúde e da Anvisa, uma empresa já obteve registro para comercializar caneta de semaglutida sintética, enquanto outras 17 aguardam análise.
A estratégia visa aumentar a concorrência e derrubar os valores abusivos praticados atualmente no mercado.
Sobre a percepção pública, Padilha reconheceu que a saúde permanece como principal preocupação dos brasileiros, mas destacou a avaliação positiva de programas como Farmácia Popular e Mais Médicos.
Para ele, essa preocupação representa um estímulo adicional ao compromisso governamental de reduzir o tempo de espera no atendimento especializado.