Irã não vai desistir de enriquecer urânio — e os EUA foram forçados a aceitar, diz presidente iraniano

"As regras mudaram", afirmou Masoud Pezeshkian.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou neste domingo (21) que o Irã não desistirá de seu programa nuclear e que o governo dos EUA foi compelido a reconhecer essa realidade.

"O que não deixa dúvidas é que jamais renunciaremos ao direito ao enriquecimento de urânio, e o outro lado é obrigado a aceitá-lo", anunciou o presidente.

Pezeshkian destacou a postura americana já se dobrou anteriormente à resiliência iraniana. "Anteriormente, exigiam que abandonássemos nossos mísseis; hoje, aceitam esse direito do povo iraniano".

Segundo ele, "as regras mudaram" graças aos esforços das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária iraniana e ao apoio popular.

Impasses nas negociações

O principal obstáculo nas negociações é a exigência americana de que o governo iraniano elimine todo o seu urânio enriquecido, pois considera o nível atual — a maior parte a 60% — perigosamente próximo dos 90% necessários para a produção de uma arma nuclear.

Portanto, pretende que esse material seja fisicamente removido do território iraniano, seja enviando-o para os Estados Unidos ou destruindo-o sob supervisão internacional.

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Essa exigência também é uma condição prévia para qualquer alívio econômico. Os Estados Unidos deixaram claro que não suspenderão as sanções nem devolverão os fundos congelados do Irã (cerca de US$ 24 bilhões) enquanto existirem estoques de urânio enriquecido no país.

O Irã, por sua vez, insiste que seu programa nuclear tem fins civis e defende seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos.