A Força Aérea dos Estados Unidos concedeu na quarta-feira (17) contratos à Anduril e à General Atomics para a produção de uma nova geração de drones autônomos de combate. Os modelos FQ-42 e FQ-44 integram o programa Collaborative Combat Aircraft (CCA), desenvolvido para operar ao lado de aeronaves tripuladas e atacar alvos em profundidade dentro de território inimigo.
A decisão ocorre em um momento em que drones pequenos e de baixo custo transformaram o conceito de combate. Ainda assim, a Força Aérea dos EUA afirma que também necessita de aeronaves maiores e mais avançadas para missões em espaços aéreos altamente defendidos.
Segundo a instituição, esses sistemas representam "a próxima evolução crítica do poder aéreo". O programa CCA foi concebido para ampliar as capacidades de combate em conjunto com aeronaves tripuladas em cenários considerados mais complexos.
A concessão dos contratos ocorreu quatro meses antes do previsto. O secretário da Força Aérea, Troy Meink, afirmou que o programa prevê incorporar mais de 150 drones de combate antes do fim da década.
Embora o valor dos contratos não tenha sido divulgado, documentos orçamentários preveem mais de R$ 5,14 bilhões para o programa no ano fiscal de 2027 e mais de R$ 48,83 bilhões. ao longo dos cinco anos seguintes.