
Brasil anuncia medidas para enfrentar o Super El Niño, que pode provocar catástrofes globais

O governo federal afirmou, nesta quinta-feira (18), estar em mobilização permanente para lidar com o provável El Niño de alta intensidade previsto para começar neste ano, fenômeno associado a secas e chuvas extremas.
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da TV Brasil, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que a administração federal já opera em regime de vigilância contínua.
"O governo do Brasil está mobilizado e preparado para minimizar os impactos causados por eventos climáticos extremos, como um novo El Niño", disse.
Segundo o ministro, o fenômeno, provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, tende a acentuar desigualdades climáticas no território nacional.
As secas são mais intensas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com aumento do risco de incêndios florestais. Já as chuvas são mais fortes no Sul e Sudeste, elevando a probabilidade de enchentes e deslizamentos.

Medidas preventivas
Para coordenar as ações preventivas, o governo instalou uma sala de situação permanente com participação de cerca de 20 ministérios e órgãos técnicos.
"Já temos 20 ministérios mobilizados nessa sala de situação. A Defesa Civil Nacional, o Inmet, o Cemaden e o Inpe se reúnem frequentemente para poder trabalhar as informações de monitoramento", afirmou Góes.
O governo trabalha com a hipótese de maior intensidade do fenômeno entre outubro e dezembro e aposta na integração entre monitoramento e resposta rápida.
"O Brasil está, sim, mais preparado, mas vamos lembrar que nós temos tido uma mudança muito drástica em termos de questão climática", disse o ministro, ao citar eventos recentes, como as enchentes no Rio Grande do Sul.
Entre as principais medidas está a consolidação do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil e a expansão do sistema Defesa Civil Alerta, que envia notificações gratuitas a moradores de áreas de risco.
