Enteado de Jaques Wagner é investigado pela PF no âmbito do caso Master por transferência de R$ 3,5 milhões

A investigação cita mensagens, cobranças e planilhas com registros de repasses a uma pessoa identificada como "Dudu", apelido atribuído a Eduardo Sodré, enteado do senador.

No âmbito da Operação Compliance Zero, Polícia Federal (PF) investiga uma transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira Ltda., empresa apontada em documentos da corporação como ligada a Eduardo Sodré, enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), no âmbito das apurações sobre o Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro de acordo com informações do g1 nesta quinta-feira (18),

Segundo a PF, a sima foi enviada em outubro de 2025 pela PKL One Participações, dirigida por Andréa Lima Novaes, prima de Augusto Ferreira Lima, gestor associado ao banco.

A investigação apura se a operação correspondeu a serviços efetivamente prestados ou se teria sido usada para dar "aparência legal" a pagamentos indevidos.

A investigação também cita mensagens, cobranças e planilhas com registros de repasses a uma pessoa identificada como "Dudu", apelido atribuído a Eduardo Sodré.

A Justiça determinou a suspensão das atividades da BN Financeira diante da suspeita de que a empresa possa ter sido utilizada para a "recepção e dissimulação de vantagens indevidas".

Augusto Ferreira Lima nega irregularidades. Em nota, sua defesa afirmou que as diligências da PF foram "desnecessárias", pois ele está "há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração".

Os advogados alegam ainda que os fatos investigados são "rigorosamente lícitos" e que ele sempre atuou "dentro dos limites da lei".

A defesa de Jaques Wagner não havia se manifestado até a manhã desta quinta (18).