O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (18) que o combate ao crime organizado no Brasil deve permanecer sob responsabilidade das instituições nacionais, declarou em entrevista ao Metrópoles.
Durigan destacou que eventuais informações vindas do exterior precisam seguir os canais oficiais de investigação e reforçou o papel das autoridades brasileiras na condução dos casos.
"São os policiais brasileiros que têm que dar conta do crime que acontece no Brasil", disse.
O ministro também defendeu que o país está aberto à cooperação, mas sem interferência externa em decisões internas, especialmente no campo político.
Família Bolsonaro
Em outro ponto da entrevista, ele reagiu a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o cenário político brasileiro como "perigoso". Durigan discordou da avaliação e afirmou que não há esse tipo de ambiente no país.
"O que tem acontecido é que quem tem gerado dúvida, quem tem plantado artificialmente dúvida é a família Bolsonaro (…) Você não pode ter interferência externa no processo eleitoral brasileiro, são as forças brasileiras, o empresariado, a população e os trabalhadores que vão definir", afirmou.
A fala ocorre em meio ao debate recente sobre a decisão dos Estados Unidos de enquadrar facções brasileiras como organizações terroristas, medida criticada pelo governo Lula sob o argumento de que pode afetar políticas de segurança e sistemas como o Pix.