Kiev 'passou a assassinar funcionários da maior usina nuclear da Europa' — Rosatom

As forças ucranianas mataram segundo funcionário na instalação nuclear de Zaporizhzhia em 2026, e seus ataques deixam feridos todos os meses, afirmou o chefe da empresa atômica russa.

Um funcionário da usina nuclear de Zaporozhie foi morto e outro ficou ferido em um novo ataque de drone ucraniano contra a cidade vizinha de Energodar, que abriga funcionários da instalação nuclear, de acordo com um comunicado divulgado nesta quinta-feira (18) pelo chefe da corporação estatal russa de energia nuclear Rosatom, Alexey Likhachev.

Ele observou que este é o segundo assassinato de um funcionário de uma usina nuclear pelas Forças Armadas da Ucrânia em 2026, após a morte de um motorista da empresa em um ataque ao prédio da oficina de transporte. "Registramos feridos todos os meses", acrescentou.

"As Forças Armadas da Ucrânia procederam ao assassinato deliberado e sistemático de trabalhadores da usina nuclear de Zaporozhie", a maior da Europa, destacou.

Likhachev enfatizou que assassinar os responsáveis ​​pela segurança nuclear é potencialmente uma "dupla tragédia". "Qualquer coisa pode acontecer: falha de equipamento, um desastre natural, um acidente industrial. Um ser humano, um simples funcionário da usina nuclear, é sempre a primeira e a última linha de defesa contra a propagação de um acidente", explicou.

Ele denunciou que "caçar trabalhadores nucleares é um ato desumano por parte dos operadores de drones ucranianos, que desconhecem a magnitude das consequências de suas ações".

"E essas consequências podem ser tão abrangentes que afetam não apenas a Ucrânia e a Rússia, mas também uma parte considerável da Europa ", alertou.

Ele enfatizou que as forças ucranianas vêm bombardeando a usina nuclear de Zaporozhie há vários anos e que "a agressão continua a se intensificar", observando que passaram de ataques a instalações auxiliares para ataques à infraestrutura energética e, posteriormente, para a destruição dos principais equipamentos da usina nuclear. E agora, estão visando deliberadamente o pessoal.