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'Os estúpidos querem uma depressão global', diz Trump sobre o Irã

O presidente dos EUA disse que o Estreito de Ormuz já está parcialmente aberto e "garantiu" que estará "totalmente aberto" em um ou dois dias.
'Os estúpidos querem uma depressão global', diz Trump sobre o IrãGettyimages.ru / Anna Moneymaker /

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou nesta quarta-feira (17) sobre o memorando de entendimento entre os EUA e o Irã, com assinatura prevista para esta sexta-feira (19), argumentando que "a alternativa seria uma depressão global".

"Sabe, os estúpidos querem uma depressão global, e eles são estúpidos. Então, você só pode ir até certo ponto. Se você leva alguém à ruína, muitas coisas ruins acontecem", afirmou.

O presidente descreveu o memorando como "um ótimo acordo por muitos motivos". 

Ele afirma que tem "99,9% de certeza" de que a República Islâmica jamais adquirirá armas nucleares, e que o Estreito de Ormuz  está "parcialmente aberto" e "estará totalmente aberto em um ou dois dias".

"Acho que as pessoas ficarão muito felizes. Mas não há nada mais inteligente do que o mercado, e o mercado adora isso mais do que qualquer outra coisa que já viu", afirmou, apontando que os mercados estão "em alta" e os preços do petróleo "despencando".

Rumo a um acordo

  • No domingo (14), Washington e Teerã anunciaram que o texto do memorando de entendimento entre os dois países foi finalizado e que a assinatura oficial ocorrerá na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça. O anúncio encerra semanas de negociações tensas entre os dois países, que por vezes pareceram apresentar poucos avanços.

  • Embora o documento não tenha sido divulgado oficialmente, alguns detalhes vieram à tona graças a declarações de ambos os lados.

  • Assim, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o fim da guerra no Líbano é um passo indispensável para o fim completo do conflito no Oriente Médio. Ele acrescentou que qualquer agressão militar israelense contra este país árabe será considerada uma violação do memorando de entendimento com os EUA.

  • Embora uma das condições impostas pelo Irã para o fim do conflito fosse justamente a suspensão dos ataques de Israel ao Líbano e a retirada dos territórios ocupados do sul, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, emitiu um comunicado na segunda-feira (15) afirmando que as Forças de Defesa de Israel não se retirariam do Líbano.

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após seus ataques ao sul de Beirute, em meio a esforços diplomáticos para chegar a um acordo com o Irã.