Os Estados Unidos atacarão o Irã novamente se a liderança do país fizer o que Washington quer, alertou o presidente Donald Trump, dois dias antes da assinatura planejada do memorando com a República Islâmica.
Em conversa com jornalistas durante seu encontro bilateral com o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi, Trump enfatizou que o acordo com o Irã não é definitivo.
"Não, não é definitivo. É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a atacar e bombardeá-los. Se eu não gostar, se eles não se comportarem", enfatizou.
Trump acusou a liderança iraniana de "se comportar mal" durante 47 anos e atribuiu o progresso rumo a um acordo com Teerã às suas próprias ações, incluindo o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani em janeiro de 2020.
"Eliminei Soleimani durante meu primeiro mandato. Sem isso, provavelmente não estaríamos na situação em que estamos hoje, onde dominamos. Dominamos, aniquilamos suas forças armadas e, por causa disso, impusemos o bloqueio, que foi totalmente eficaz. Nenhum navio conseguiu passar", afirmou Trump.
Acordo
No domingo (14), Washington e Teerã declararam que o texto do memorando de entendimento já estava finalizado e que a assinatura oficial ocorrerá na sexta-feira (19), na Suíça, encerrando semanas de negociações tensas entre os dois países.
"O acordo com a República Islâmica do Irã já é uma realidade. Parabéns a todos!", afirmou Donald Trump, autorizando "plenamente a abertura sem restrições do estreito de Ormuz" e o "levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos".
O vice-ministro de Assuntos Jurídicos e Internacionais da Chancelaria iraniana, Kazem Gharibabadi, declarou que, conforme o acordado, "a partir desta noite [domingo (14)] será anunciado o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano".
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador-chave das negociações, também confirmou que o acordo inclui o Líbano.